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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Veículo de Sargento do 8º BEC é roubado e incendiado.

O veículo foi encontrado na estrada que vai para Emaús, totalmente queimado.

Veículo foi totalmente consumido pelo fogo

A noite de domingo, 13, parecia que seria bastante animada para o Sargento Edgar dos Santos, do 8º BEC, que saiu para curtir em uma casa de show. Por volta das 23:30 horas, ele estacionou seu carro GM Classic, de placas NGU 3417/Goiânia-GO às proximidades do estádio Colosso do Tapajós, na Avenida Muiraquitã, esquina com a Laranjeiras e, ao retornar, já na madrugada de segunda-feira, 14, percebeu que seu veículo havia sido roubado.

De imediato o Sargento acionou a Polícia e foi até a Seccional de Polícia Civil, onde fez o registro do roubo. Por volta das 08:30 horas da manhã de segunda-feira a Polícia localizou o veículo às proximidades da Rodovia Curuá-Una, mais precisamente na estrada que vai para Emaús.

O veículo estava totalmente queimado, pois os bandidos o incendiaram, ficando até difícil de identificá-lo, o que só foi possível através do número das placas. A Polícia investiga o caso, para chegar aos bandidos e os reais motivos do crime, se foi mais um caso de roubo ou se os bandidos estavam mesmo atrás do Sargento do Exército. Porém, a verdade só se saberá após o término das investigações.


Fonte: RG 15/O Impacto e Roberta di Paula



O aço que engole a floresta

Carvão de mata nativa é usado para produzir ferro-gusa que alimenta grandes siderúrgicas

Caminhão transporta madeira no interior do Maranhão

Fabricantes de aço e ferro-gusa instalados no entorno do polo de Carajás, na divisa do Pará com Maranhão, ainda usam em seus fornos carvão de mata nativa, parte dela extraída ilegalmente de terras protegidas, como a Reserva Biológica do Gurupi e terras indígenas da região. No Maranhão, são 111 mil quilômetros quadrados (km²) de terras no bioma Amazônia, dos quais mais de 71% já estão desmatados. Na prática, o que sobra de floresta em pé está dentro de áreas protegidas. A denúncia é da entidade ambientalista Greenpeace, que investigou o desmatamento na região durante os últimos dois anos. Na cadeia de produção do ferro-gusa são comuns também denúncias de trabalho escravo. O cenário de devastação não parece compatível com um país que vai sediar, daqui a um mês, a conferência da ONU Rio+20.

Em 2011, cerca de 40 trabalhadores foram resgatados de carvoarias no Maranhão, em operações do Ministério do Trabalho, feitas a partir de denúncias do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos. Num relatório que acaba de ser concluído, a ONG afirma que grandes empresas americanas, entre elas montadoras de automóveis, se abastecem com produtos que deixam rastros de degradação ambiental e miséria para comunidades do entorno.

O carvão é usado para fabricar ferro-gusa, que posteriormente é vendido para grandes siderúrgicas do mundo todo. Na aciaria, o ferro-gusa líquido é transformado em aço por meio da injeção de oxigênio puro, sob altíssima pressão. O uso de energia é intenso. Em 2011, o Brasil aumentou em 65% as exportações do produto. Para o Maranhão, o setor é sinônimo de riqueza. O minério de ferro e seus derivados correspondem a dois terços das vendas externas do estado, que somaram US$ 3,047 bilhões em 2011. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que apenas quatro siderúrgicas instaladas em Açailândia (Viena Siderúrgica, Gusa Nordeste, Companhia Siderúrgica Vale do Pindaré e Fergumar) exportaram perto de US$ 390 milhões em 2011, sendo 87,88% deste valor para os Estados Unidos.

Um estudo do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da Universidade Federal do Pará mostra que para cada tonelada de ferro-gusa são necessários 875 quilos de carvão vegetal. No caso de mata nativa, essa quantia corresponde a pelo menos 600 metros quadrados de mata. Para piorar, os fornos primitivos em regiões de floresta são ineficientes, com perdas entre 40% e 50% do poder calorífico, segundo dados da Embrapa Cerrados.

O carvão vegetal pode ser obtido de florestas plantadas de eucalipto, mas a produção na região de Carajás é ainda insuficiente para alimentar os fornos. Do polo de Carajás saem 25% do ferro-gusa produzidos no Brasil. Sem um controle rígido da origem da madeira usada para fazer o carvão, o produto chega aos fornos misturado. São queimados desde pó de serrarias que cortaram árvores da floresta até troncos mais finos, extraídos de áreas onde tudo que era de valor já foi desmatado.

Uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) do Pará mostrou que, para acobertar o uso de carvão ilegal, siderúrgicas operam até mesmo com guias emitidas por carvoarias de fachada. O alvo do relatório do Greenpeace no Maranhão é a Viena Siderúrgica. A empresa é fornecedora da siderúrgica de Columbus, no Mississippi, nos Estados Unidos, que é operada pela Severstal, da Rússia. A gigante do aço atende a montadoras como Ford, General Motors, BMW, Mercedes e Nissan.

Ao rastrear os negócios da Viena, a ONG detectou que a empresa chegou a comprar também da carvoaria Chapadão, que já foi punida pelo Ibama por uso de madeira ilegal, bem como pelo Ministério do Trabalho, que, numa ação recente, libertou 61 trabalhadores encontrados em situação análoga ao de trabalho escravo.

Procurada pelo GLOBO, a Viena não pôs executivos para dar entrevistas sobre a denúncia. No Instituto Carvão Cidadão de Açailândia, criado para monitorar uso de madeira ilegal e trabalho escravo na região, também não havia porta-vozes disponíveis.

Pai de seis filhos, José Carlos Ferreira Aguiar, 43 anos, estava entre os trabalhadores resgatados pelo Ministério do Trabalho na carvoaria Chapadão em uma operação de combate ao trabalho escravo, em 2010. Junto com ele, estava seu filho, Alessandro Silva Aguiar, de 23 anos.

Basta um sobrevoo sobre a reserva de Gurupi para avistar clareiras de desmatamento, com centenas de troncos empilhados. Há cerca de dez dias, uma operação do Instituto Chico Mendes apreendeu 200 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente do local.

Nas terras indígenas da redondeza não é diferente. Ao visitar a terra indígena Arariboia, O GLOBO flagrou um caminhão carregado de toras de árvores provenientes da terra indígena.

— Os madeireiros saem quando vem fiscalização. Quando as equipes vão embora, eles voltam. Acho que deveria haver uma vigilância mais permanente. A gente não pode fazer nada, eles ameaçam. Já tiraram cedro, mas ainda tem ipê. Mas agora que a madeira de lei está acabando, estão cortando árvore de madeira-branca para levar para carvoarias — diz o índio Frederico Guajajara, 31 anos.

— O país precisa de estratégias para prevenir a degradação ambiental e os danos antes que eles aconteçam. Todas as empresas receberão o relatório. Elas precisam fiscalizar suas cadeias de produção e devem ser cobradas pelo consumidor final. As pessoas não querem que a floresta da Amazônia seja destruída — afirma a agrônoma Tatiana Carvalho, do Greenpeace Brasil, uma das lideranças engajadas na campanha pelo desmatamento zero na Amazônia Legal.

No Pará, o MPF acaba de assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC) com três siderúrgicas: Sidepar, Cosipar e Ibérica. O objetivo é que elas assumam a responsabilidade de fiscalizar a origem do carvão que compram e a inexistência de denúncias de trabalho escravo em relação a seus fornecedores.

Apenas a Cosipar, segundo o MPF, desmatou 66,88km² (6.668,7 hectares) de floresta amazônica entre 2007 e 2011, por adquirir carvão de empresas de fachada. De sete fornecedores da empresa investigados, cinco não existiam. Como cada hectare de reflorestamento tem custo de R$ 3,2 mil, o passivo ambiental da empresa foi calculado em R$ 21,5 milhões. Em nota no site, a Cosipar informa que está em busca de fontes alternativas de energia e que investe em reflorestamento. E aponta mais suspeitos: “Aproximadamente 40% do carvão vegetal produzidos no Pará são comprados pelas siderúrgicas do Maranhão, que não recebem fiscalização dos órgãos ambientais”, diz a nota da empresa.


Fonte: O Globo


MPF recomenda que ICMBIO não autorize exploração.

Coomflona quer explorar madeira no interior da Floresta Nacional do Tapajós
Floresta Nacional do Tapajós.

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) recomendou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO a não autorizar a exploração de madeira solicitada pela Cooperativa Mista Tapajós Verde – Coomflona em áreas que, de acordo com relatório preliminar elaborado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), encontram-se localizadas nas Terras Indígenas Munduruku-Taquara e Bragança-Marituba, no interior da Floresta Nacional do Tapajós, Unidade de Conservação federal no Oeste do estado do Pará.

O processo de demarcação das terras indígenas ainda está em andamento, o que inviabiliza a exploração de recursos naturais na área solicitada no Plano de Manejo Florestal Sustentável – PMFS titularizado pela Coomflona. O local está nos limites definidos nos Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação das Terras Indígenas Munduruku-Taquara e Bragança-Marituba, publicados no Diário Oficial da União (DOU) do dia 30 de outubro de 2009.

O procurador da República Cláudio Henrique Dias explica que, caso a área requerida para a extração madeireira seja reconhecida como terra tradicionalmente ocupada pelos indígenas da etnia Munduruku ao fim do processo de demarcação, a atividade exploratória deverá ser anulada e os índios terão que ser indenizados, já que o reconhecimento terá efeitos ex tunc, ou seja, de caráter retroativo. “As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”, relembra o procurador.

Até esta semana, o ICMBIO deve encaminhar resposta por escrito ao MPF relatando as providências adotadas para o cumprimento da recomendação ou explicações sobre os motivos da não-adoção das medidas recomendadas.

A Constituição Federal, em seu Art. 231, §2º, assegura aos índios a posse permanente de suas terras e o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

Fonte: RG 15/O Impacto e MPF



Pará registra seis casos de gripe A em 2012 .

Desses, cinco foram em mulheres grávidas. Uma delas, que também tinha leucemia, morreu

Mulheres são as mais afetadas

O Pará registrou, este ano, seis casos de gripe A (H1N1). Desses, cinco foram em mulheres grávidas. Uma delas, que também tinha leucemia, morreu. Foram registrados ainda 18 casos de Influenza A sazonal, sendo doze em mulheres grávidas, e a morte de um adolescente. A única maneira de evitar a doença com segurança é tomando a vacina contra a gripe na Campanha Nacional de Vacinação que acontece atualmente e se estende até 25 deste mês. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A vacina é trivalente, produzida a partir de vírus isolados nos hemisférios Norte e Sul, ou seja, similar ao Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. Até ontem à tarde, o Pará havia vacinado contra a gripe 253.013 pessoas, menos de 30% do total da população a ser vacinada, que é de 981.085 pessoas.

PROGRAMA

Pelo Sistema do Programa Nacional de Imunização, haviam sido vacinados 148.629 idosos, 61.191 crianças, 23.873 gestantes, 18.650 trabalhadores de saúde e 1.344 índios.

O resultado preocupa a coordenadora estadual de Imunização da Sespa, Jaíra Ataíde, porque faltam apenas duas semanas para o fim da campanha e muita gente ainda precisa ser vacinada. São 386.506 idosos, 52.748 crianças, 83.066 gestantes, 77.959 profissionais de saúde e 27.119 índios que ainda não tomaram as doses. A preocupação maior é com as mulheres grávidas que, segundo a Vigilância Epidemiológica da Sespa, tem sido a população mais vulnerável às complicações da gripe causadas, e especialmente pelo vírus H1N1.

Os casos investigados com exame laboratorial são apenas os que apresentam síndrome respiratória aguda grave (Srag), que inclui a falta de ar entre os sintomas.

RISCO

Devido ao grande risco que o vírus representa para as gestantes, no entanto, algumas instituições hospitalares estão coletando amostras de todas as grávidas que apresentam síndrome gripal. “Por isso é muito importante que as gestantes procurem as unidades de saúde para se vacinar”, alerta a diretora do Departamento de Epidemiologia da Sespa, Ana Lúcia Ferreira.

A campanha, que dispõe de um milhão de doses de vacinas, tem como objetivo reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da Influenza nesses grupos populacionais. O Pará precisa vacinar um total de 981.085 pessoas, da quais 535.135 idosos com 60 anos ou mais, 106.939 gestantes, 213.939 crianças de seis meses a menores de dois anos, 28.463 indígenas e 96.609 profissionais de saúde.

A meta é vacinar pelos menos 80% desse total para manter uma boa cobertura vacinal, que corresponde a 784.868 pessoas. Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, a vacina é comprovadamente o melhor de todos os remédios, e há uma série de doenças graves que podem ser evitadas com vacina como, é o caso da gripe causada pelo vírus H1N1.

Fonte: Agência Pará

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